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Como o retorno do auxílio emergencial pode intensificar tentativas de fraudes virtuais.

Gabriel Constancio

A retomada do auxílio emergencial pode intensificar ainda mais crimes virtuais e tentativas de fraudes no benefício da caixa econômica durante a pandemia. Por exemplo o phishing, uma técnica de engenharia social usada para enganar usuários e obter informações confidenciais como nome de usuário, senha e detalhes do cartão de crédito ou até mesmo CPF. 

Em comparação com os 24.161 casos de phishing registrados em 2019, em 2020 foram identificados 48.137 casos, representando um aumento notável de 99,23%, isto é, quase o dobro de casos de um ano para outro. Portanto, é de se esperar que em 2021 tenhamos esse ritmo acelerado no crescimento do phishing, como já temos falado durante o ano. 

Outro fator que contribui para intensificação do crime virtual e tentativas de fraude são os recorrentes grandes vazamentos de dados, que expuseram milhões de brasileiros. Esses dados são comercializados por cibercriminosos na darkweb, onde ocorre a venda e a troca dessas informações, como nome completo, CPF, endereço e filiação das pessoas. Isso contribui para o ato criminoso de fraudar o auxílio emergencial.

Com esses dados em mãos fica facilmente possível burlar o sistema de cadastro da caixa econômica federal. De acordo com dados do portal de notícias g1, só em 2020, a operação da PF conseguiu bloquear 3,82 milhões de pedidos fraudados do auxílio, que somam o valor de R$ 2,3 bilhões.



O que é Auxílio emergencial? 

Em 2020 foi criado o auxílio emergencial, um benefício destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, com objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela epidemia do Coronavírus - COVID 19. 

Grande parte dos usuários desse benefício usaram o Caixa Tem, onde era possível realizar o cadastro após preencher todas as informações necessárias e que irão servir para acessar o aplicativo para obter o auxílio emergencial. E é através desse aplicativo que cibercriminosos buscam fraudar o programa. 


Como funcionam os golpes?

O esquema, segundo os investigadores, funcionava assim: após pegar o CPF da vítima, o fraudador entrava no aplicativo da Caixa, abria uma conta virtual e solicitava o auxílio-emergencial. Em vez de sacar, ele usava o dinheiro que estava na conta para pagar um boleto que o próprio bandido tinha emitido em nome dele ou de outro integrante da quadrilha. Assim, o auxílio emergencial chegava na conta do bandido, lesando o beneficiário, que ficava sem a ajuda do governo federal em plena pandemia.. 

A outra brecha está mais relacionada ao aplicativo da caixa tem, que de acordo com a Caixa, não colocar maiores medidas de segurança foi um aspecto proposital para facilitar o acesso ao auxílio em um momento de urgência,  é a permissão que mais de uma conta seja movimentada no mesmo celular. 

A ideia inicial era de que outras pessoas pudessem ajudar, com seus aplicativos, quem não tivesse acesso à internet ou a dispositivos compatíveis com o app. Com isso, várias pessoas poderiam movimentar seu dinheiro a partir de um único aparelho. 


Como evitar ser vítima de golpe no auxílio emergencial?

Antes de baixar o aplicativo em seu dispositivo, busque saber se realmente é o Oficial da caixa. Para confirmar, consulte o fornecedor do aplicativo, a versão original é disponibilizada somente pela “Caixa Econômica Federal”. A Caixa Econômica Federal já bloqueou mais de 60 aplicativos falsos. Eles se parecem com a plataforma oficial, mas são impostores.

O Governo e a Caixa Econômica Federal não envia comunicados ou avisos via e-mail, SMS, Whatsapp ou ligações, principalmente quando o usuário não solicita. Então, desconfie quando receber algum contato através dessas plataformas. Também não clique em links e não faça o download de arquivos recebidos nesses e-mails. Eles são a porta de entrada para que hackers invadam seu dispositivo.


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