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Reconhecimento facial: como essa tecnologia pode ajudar sua empresa a combater fraudes

Natália Lord

Os avanços tecnológicos têm surgido de uma maneira inexplicável. Há muito tempo, incluir tecnologias de inteligência artificial e machine learning dentro do ambiente empresarial deixou de ser uma opção e passou a ser indispensável, inclusive em empresas com trabalhos sólidos e processos muito bem desenhados. E por mais comum que pareça, ainda existem muitas dúvidas de como fazer um uso correto e extrair o melhor que essas tecnologias podem oferecer. 

Para escolher as ferramentas certas e usar a tecnologia a favor do seu negócio, é preciso compreender bem os usos e as vantagens que ela poderá oferecer aos seus processos. E, para te ajudar a conhecer um pouco mais sobre elas, vamos te falar sobre uma das ferramentas que mais tem oferecido resultado aos setores que passaram a utilizar: o reconhecimento facial. Apesar de poder ser utilizado  pelos mais diferentes segmentos, ainda pouco se fala sobre o assunto, restando muitas dúvidas sobre a execução.


Afinal, o que é o Reconhecimento Facial?

Toda a ferramenta de Reconhecimento Facial é baseada em sistemas de Inteligência artificial, que utilizam padrões e técnicas digitais para identificar faces e compará-las com um banco já existente, garantindo a identidade da pessoa verificada. 

Por mais que seja uma tecnologia que já exista há bastante tempo, é recente o seu uso em bancos e outras instituições como medida de segurança dos usuários e das próprias empresas. Hoje, diversos segmentos já identificaram a necessidade de implementar tecnologias de reconhecimento facial, visto que em uma rápida análise, verifica-se um ROI - Return Over Investiment - é sempre considerável em relação aos prejuízos que poderiam acontecer.

O processo, apesar de complexo, é rápido e seguro. Com a implementação da ferramenta no sistema da empresa, todo novo usuário cadastrado deverá, além de enviar dados e documentos necessários, fazer uma verificação com a câmera do próprio celular para a captação da face. Após, o sistema integra com todos os bancos de dados vinculados e identifica a face, comparando com dados registrados e enviados. 

Esse sistema de reconhecimento facial utilizado no Brasil é vinculado a vários bancos de dados, sendo o principal deles o Serpro - Serviço Federal de Processamento de Dados. Essa vinculação com bancos de faces garante o bom resultado do uso da ferramenta, já que para que seja possível fazer um reconhecimento, é necessário ter uma referência para consulta.

Após essa verificação rápida, o próprio sistema aceita ou não o usuário, de acordo com o grau de similaridade entre banco de dados e face capturada.

>> Qual é a diferença entre Facematch, Prova de Vida, Biometria Facial e Autenticação Facial?

Como o reconhecimento facial vai proteger uma empresa das fraudes?

Um crime que avançou muito com o uso mais frequente dos canais digitais foi a fraude de identidade. O roubo de dados fez com que muitas empresas tivessem prejuízos, aceitando usuários com documentação falsa e prejudicando o verdadeiro dono da identidade. Mas, como evitar esse tipo de ação, se os crimes estão cada vez mais complexos?

Hoje já existem uma série de ferramentas para evitar fraudes de identidade, como a documentoscopia, que faz uma análise completa do documento para evitar falsificação de identidade, alteração de fotos ou dados, utilizando inteligência artificial e machine learning para uma avaliação mais completa.

O reconhecimento facial é uma dessas formas de proteger a sua empresa, garantindo que o usuário seja, de fato, o dono da identidade utilizada para gerar um cadastro. Isso diminui  muito as chances de fraudes e evita os prejuízos que as fraudes podem causar para a empresa.

>> Como o OCR pode melhorar a experiência do seu cliente

O reconhecimento facial é eficiente sozinho?

Apesar do reconhecimento facial ser uma tecnologia bem desenvolvida e em constante aprimoramento, o uso da ferramenta isolada pode deixar escapar outros tipos de fraudes, como adulteração de documentos. Em 2020, o tipo mais comum de fraude de identidade, por exemplo, foi a adulteração da foto do portador. Ou seja, o fraudador pegava um documento original e mantinha os dados, alterando somente a imagem para a sua, assim, podendo utilizar o documento. 

Além disso, uma outra fraude, com custo aproximado de 10 mil reais para o fraudador, é o uso das máscaras de silicone, que simulam a face do verdadeiro dono do documento e possibilita muitas vezes burlar até o reconhecimento facial. 

Para garantir a segurança, unir o reconhecimento facial, que aqui na CAF chamamos de Biometria Facial - e a documentoscopia, pode oferecer 90% de redução das fraudes. As duas ferramentas fazem parte do produto antifraude da Combate à Fraude e combinadas com outros produtos CAF, podem oferecer ainda mais agilidade ao seu backoffice e uma melhor experiência ao seu usuário.

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