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Conheça a diferença entre Face Match, Prova de Vida, Biometria Facial e Autenticação Facial

Natália Lord

Conheça a diferença entre face match, prova de vida, biometria facial e autenticação facial. Leia o nosso conteúdo ou clique no play abaixo para ouvir tudo agora mesmo!

As empresas têm identificado cada vez mais cedo a importância da implantação de um sistema antifraude, seja pela regulamentação da legislação do KYC - Know Your Costumer - quanto pela redução dos prejuízos causados pelas fraudes.

Por consequência, as tecnologias de combate à fraudes têm se tornado cada vez mais objetivas e assertivas, sendo possível a redução de até 90% de fraudes de identidade com o uso de uma combinação de ferramentas.

Além da Documentoscopia, que é muito falada quanto se trata de combate à fraude, existem tecnologias que usam o reconhecimento facial como base para verificações pontuais ou completas. Entre essas ferramentas, as mais conhecidas e utilizadas são o Face Match, a Prova de Vida, a Biometria Facial e a Autenticação Facial.

Contudo, por serem tecnologias que utilizam a face do usuário como fonte de verificação de identidade, surge aí uma dúvida muito comum: qual a diferença entre elas? Vem entender.


Face Match

Basicamente, o Face Match é uma tecnologia de verificação de identidade por inteligência artificial, que faz uma verificação e compara duas imagens, geralmente uma foto selfie com a foto no documento.

É baseada em uma outra tecnologia com nome bem mais popular, o reconhecimento facial e já é utilizada em diversos equipamentos básicos como smartphones, caixas eletrônicos de bancos e outros equipamentos de segurança.

Usando a inteligência artificial, a ferramenta consegue analisar imagens de faces e compará-las com imagens do documento enviado, fazendo um comparativo de características pessoais como formato dos lábios e do nariz, por exemplo. 

Quando há coincidência de elementos nas imagens que possibilitam que o sistema entenda que as duas se tratam da mesma pessoa, há o Face Match. Caso contrário, o sistema rejeita o cadastro por falta de similaridade. 

O Face Match utiliza pequenos detalhes da face do usuário para identificar similaridades entre documento e usuário, em um processo bem simples:

  • Geralmente, o Face Match está inserido em uma ferramenta de onboarding digital, que é como oferece seu melhor desempenho. Aí, o usuário fará o envio da foto do documento que contenha os dados exigidos para cadastro e que possua foto - os mais usados são o RG e a CNH. 
  • Quando necessário e fizer parte da ferramenta, o documento passa por uma análise de originalidade, a documentoscopia, que evita que documentos adulterados e falsificados sejam enviados ao sistema, e aí extrai os dados e os registra no seu banco de dados. A imagem do documento inclusive, para ser utilizada posteriormente.
  • É nesse ponto que o Face Match é utilizado: o sistema solicita ao usuário o envio de uma selfie e a inteligência artificial embutida na ferramenta se encarrega de verificar se a selfie enviada e a foto do documento registrado são as mesmas. 
  • A partir dessa análise é designado um score de similaridade entre as faces, aprovando ou não o usuário no sistema da sua empresa.

Apesar de ser indispensável, o Face Match não é eficiente sozinho por deixar passar fraudes básicas. Por exemplo, se um criminoso tem em mãos um documento original de outro indivíduo e faz a colagem de uma foto sua sobre a foto original, poderá facilmente burlar o Face Match, pois o sistema identificará que a foto do documento e a selfie enviada são da mesma pessoa. Nesse caso, inclusive, o sistema vai ajudar o fraudador.


Prova de Vida

Como o próprio nome já diz, a ferramenta de Prova de Vida quer provar a identidade do usuário. A ferramenta ainda pode ser dividida em dois tipos: a Prova de Vida Ativa e a Prova de Vida Passiva. Baseada em algoritmos e inteligência artificial, foi programada para identificar e aceitar apenas envios que se tratem de pessoas reais, evitando o uso de vídeo em alta resolução ou afins para fraudes.

No caso da prova de vida ativa, o sistema é programado para solicitar movimentos pontuais do rosto e identificar quando o movimento estiver acontecendo, como um piscar de olhos, um sorriso, algum movimento de olho, etc. Para a prova de vida passiva, é necessário apenas que o usuário esteja de fato de frente para a câmera no momento da verificação, sem a exigência de ações.

Por mais que a prova de vida ativa pareça garantir muito mais segurança para a empresa, esses movimentos específicos podem causar o que chamamos de ‘fricção’ na hora da verificação, por vários motivos: o usuário pode ser incapaz de realizar determinada ação e ser rejeitado pelo sistema, ficar envergonhado ou estar em público na hora do cadastro e ficar desconfortável em fazer as ações no momento.

Nesse sentido, a escolha da prova de vida passiva pode garantir tanta segurança quando a ativa, baseada na tecnologia e na inteligência artificial utilizada o produto. Porém, assim como o Face Match, não pode ser utilizado isoladamente, pois não será capaz de identificar adulteração em documentos, por exemplo.


Biometria Facial

A Biometria Facial ganhou uma série de facetas ao ser incorporada aos mais diversos segmentos. Desde a segurança de uma empresa no controle de entrada e saída de pessoal, até no onboarding de novos usuários em um banco digital, por exemplo.

O certo é que independente do segmento de trabalho, a biometria facial quando usada da maneira correta, poderá proteger a sua empresa de criminosos que tentem se passar por funcionários, fraudadores de identidade que utilizam documentação falsa para aplicar golpes e diversos outros crimes.

Assim como o Face Match e a Prova de Vida, utiliza a base do usuário como chave pra verificação de identidade, dessa vez de forma mais completa, em um comparativo entre foto do documento, selfie enviada e imagens de banco de faces autênticas (públicas ou privadas).

O ideal para as empresas é contar com a Biometria Facial já no Onboarding de novos usuários e iniciar pela segurança da própria empresa. Nesse caso, o sistema solicita no início do cadastro uma foto de um documento de identidade e o OCR utilizado no Onboarding faz a extração dos dados do usuário. O próximo passo é a selfie, uma forma de já inicialmente fazer uma certificação de que a foto do documento é compatível com a imagem da selfie. 

Com esses dados coincidentes é que a Biometria Digital é acionada, fazendo um comparativo entre selfie, documento e dados armazenados nos bancos de dados do governo (como SERPRO) e bancos privados.

Essa análise oferece uma segurança maior aos usuários, já que protege os dados de milhares de pessoas de fraudes e ainda as empresas dos altos prejuízos causados todos os anos por fraudes documentais, porém, também não tem um resultado efetivo quando utilizada de forma isolada. 


Autenticação Facial

A autenticação facial é muito utilizada em ferramentas pessoais e é a tecnologia encontrada nos aparelhos com desbloqueio de tela via face.

Ao contrário da Biometria, a Autenticação Facial não faz um comparativo com um banco de faces do governo, por exemplo, e sim em uma face registrada previamente no sistema. 

Essa ferramenta é utilizada após o cadastro e a verificação de identidade, geralmente para desbloqueio de função dentro de aplicativos, como uma espécie de senha. Por isso, ela não é eficiente para verificação de identidade no onboarding, apenas para posterior conferência entre usuário já cadastrado e quem está tentando entrar no sistema.


Qual a ferramenta ideal para garantir a segurança do meu sistema?

Quando se trata de evitar fraudes em um sistema, não é possível eleger apenas uma ferramenta para essa função. Além disso, chegar a um nível total de segurança é quase impossível, visto que os criminosos web são engenhosos e todos os dias surgem novas formas de fraudes. Porém, com um combinado dessas ferramentas, é possível alcançar 90% de redução de fraudes e proteger a sua empresa de processos e prejuízos indesejados.

Nenhuma ferramenta é eficaz sozinha. Para um resultado efetivo, a combinação iniciaria com o básico Face Match, que liberaria em seguida a Prova de Vida. Com uma aprovação na Prova de Vida, o usuário seria encaminhado para a Biometria Facial e o sistema poderia detectar se o usuário das fotos é realmente o dono da identidade. Porém, sem o apoio da Documentoscopia, por exemplo, pode-se deixar passar documentos adulterados. Com o perfil aprovado e verificado em todas as ferramentas anteriores, aí sim que o usuário estaria liberado para criar seu perfil de Autenticação Facial e usá-lo nos próximos acessos.


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